Fala-se/escreve-se/lê-se sempre do mesmo jeito?
Que diferenciações podem ocorrer em relação à fala ou à escrita?


É notável que existem diversas linguagens coexistindo em nosso cotidiano. Não falamos em casa da mesma forma que na escola, na sala dos professores como em nossa sala de aula, em nossa roda de amigas como falamos com uma professora da faculdade. A forma como escrevemos também é difernete dependendo da ocasião.


Há também as palavras que sabemos que devem ser escritas de uma forma, mas que no momento da pronúncia, falamos de forma diferente (incorreta) por costume, sotaque ou outros diversos motivos. Um exemplo claro é a palavra leite, que costumamos falar “leiti” .
Percebemos diferença dependendo de “onde” o texto está escrito, pois há diferença entre um texto de revista, um texto de livro acadêmico e uma embalagem de produto de limpeza, por exemplo.


Vivemos essa “troca” de formatos a todo tempo em nosso dia, e como adultos cultos, sabemos sempre onde devemos falar de uma forma e outra e em que ocasiões podemos escrever de forma mais despojada e quando é necessário usarmos as regras rígidas de formatação de texto, gramática e concordância.

É preciso, porém, estarmos atentos a isso especialmente em crianças em processo de aquisição da linguagem, oral e escrita. Pois as crianças aprendem a falar a partir do que ouvem, e é importante que se forneça um vocabulário rico e diversificado para essa criança. Da mesma forma como, oferecer leituras diversificadas para alunos em processo de aquisição escrita para que estes possam compreender diversos portadores de texto, presentes em nosso cotidiano.

Não existe certo e errado, mas existe diferenciação na forma de falar/escrever de acordo com a situação e do local onde estamos falando, bem como o contexto cultural em que estivemos inseridos durante a aprendizagem da fala, leitura e escrita. Sendo assim, acredito que como não podemos comparar indivíduos e seu desenvolvimento, não é possível igualar a escrita e a fala de dois indivíduos criados em contextos culturais diferentes. As vivências que tivemos é determinante na forma como nos expressaremos.

2 comentários:

Márcia Caetano disse...

Olá Iris,

No trancorrer do nosso dia nos convivemos com muitas línguagens. Nos expressamos de diferentes formas de acordo com o grupo que estamos nos relacionando. Você destaca nessa postagem pontos bem relevantes no desenvolvimento do educando. Estar atentos "especialmente em crianças em processo de aquisição da linguagem, oral e escrita. "Pois as crianças aprendem a falar a partir do que ouvem, e é importante que se forneça um vocabulário rico e diversificado para essa criança.(...) oferecer leituras diversificadas para alunos em processo de aquisição escrita para que estes possam compreender diversos portadores de texto, presentes em nosso cotidiano. Não existe certo e errado, mas existe diferenciação na forma de falar/escrever de acordo com a situação e do local onde estamos falando, bem como o contexto cultural em que estivemos inseridos durante a aprendizagem da fala, leitura e escrita. Destaca ainda que cada indivíduo ímpar em suas vivências e seu desenvolvimento, o que não permite dessa forma uma comparação entre eles. Que não existe maneira certa ou errada de se expressar oralmente e escrito. Então, eu teria dois quetionamentos para e fazer. Você sempre pensou assim ou teve alguma leitura / autor que te fezesse refletir sobre as diversas linguagens?

Um abraço
Márcia Caetano
Tutora

Iris Dias disse...

Acredito que sempre há mudanças de pensamento, de acordo com nossas vivências e até mesmo a maturidade adquirida com o passar dos anos.

Porém, não há necessariamente uma leitura que tenha feito com que eu mudasse a maneira de pensar a respeito das linguagens, mas a experiência ao longo do meus exercício, especialemnte com a Educação Infantil, e leituras e cursos realizados...