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Trabalho em duplas...

A chuva me impediu de ir de moto até Novo Hamburgo e o pé engessado impediu que a Paty viesse de carro à Canoas! A dificuldade em realizar atividades sem conversar "ao vivo" trouxe a necessidade de, por longas horas, discutimos nosso trabalho em dupla pelo msn...
Mas os quadrinhos acima demonstram uma prática corriqueira em nossas escolas até os dias de hoje: repetição de práticas com a finalidade de atingir um objetivo, nesse caso o de aprender a ler!
O texto traz uma reflexão sobre o fato de nossas escolas sempre acompanharam as exigências do mercado de trabalho em seus currículos escolares, preparando indivíduos para processos de produção, utilizaram por muito tempo modelos como fordismo. Essa educação voltada às exigências do mercado preparando os alunos para operacionalizar e obedecer, não se preocupando com o lado crítico e reflexivo do sujeito.
Percebemos que atualmente a educação está sendo reestruturada, buscando modificações em sua estrutura e funcionamento, além de repensar seu currículo. Essa mudança contribui também para o atual mercado de trabalho que hoje busca indivíduos com perfil muito diferente daqueles formados nos antigos modelos, valorizando mais a dinamicidade e iniciativa de ação àqueles obedientes.

PLANEJAMENTO: EM BUSCA DE CAMINHOS

É engraçado quando estamos lendo um texto e aquilo que a autora trata como antiquado e incorreto, percebemos em nossa prática. Cheguei a levar um susto quando li!

Especialmente quando se fala no formato do planejamento exigido era exatamente assim como descrita no texto. As frases “Que meu aluno seja capaz de...” e “Será considerado satisfatório se meu aluno...” até hoje podem ser encontradas em muitos “projetos” dentro de nossas escolas.

Também lembrei de inúmeras reuniões pedagógicas quando, enquanto professora de pré-escola (que para alguns colegas de escola não têm "nada para trabalhar" então pode "perder tempo" com projetos). Nessas reuniões era muito comum a reclamação quando se sugeria um projeto, uma Mostra, uma Feira... os benditos conteúdos mínimos!

O fato é que algumas escolas e alguns professores, não modificaram ainda seu olhar desde os anos 80, época citada pela autora como tempo em que esses fatos aconteciam. Muitas vezes se tornando uma escola cansativa, ultrapassada e causadora do fracasso escolar, da evasão.


PENSANDO EM UMA ESCOLA...



Em nossa última aula presencial, a professora lançou o desafio de pensarmos uma escola em um outro planeta... para seres que nunca tivessem tido acesso à tal instituição...

Nosso grupo logo pensou que não haveria como pensarmos em uma escola, sem que tivéssemos algumas informações como:

Como se organizam esses indivíduos?

Qual o objetivo dessa escola nesse local?

O que esperam da escola?

Quem frequentará essa escola?

Entre outros questionamentos que surgiram... Mas o principal é: se não podemos planejar uma aula sem conhecer nossos alunos, tampouco se poderá pensar uma escola sem conhecer para quem e para quê ela existirá.

Porém, é fato que, ainda hoje temos em nossas escolas (isso mesmo, em nossas e não em "algumas escolas") professores que seguem os mesmos planos ano após ano... sem modificar nada, sem levar em consideração a história do aluno nem seus conhecimentos prévios.
E as avaliações, amareladas pelo tempo, seguem para o xerox para serem novamente aplicadas... muitas vezes até de forma absurda trazendo acentos que já caíram ou não considerando a realidade atual de nossas escolas (Prova Bimestral em uma escola que há mais de cinco anos tem seu tempo dividido por trimestre).

A reflexão muitas vezes deveria ser se nós professores muitas vezes não parecemos aos olhos dos nossos alunos SERES DE OUTRO PLANETA!!!!